sábado, 27 de maio de 2017

AMSK -DIA NACIONAL DO POVO CIGANO

24 DE MAIO - DIA NACIONAL DO POVO ROM (os assim chamados ciganos)

 

O Dia Nacional do Cigano, 24 de maio, foi instituído por Decreto Presidencial, 25 de maio de 2006, como ação afirmativa para salvaguarda e o respeito a cultura de um povo que faz parte do processo organizativo brasileiro.

As ações da Associação Internacional Maylê Sara Kalí (AMSK) desde o ano 2009 tem se dedicado ao levantamento, sistematização e ampla divulgação de informações sobre o Povo Rom (os assim chamados ciganos) quanto as suas especificidades, tradições, necessidades, condições de vida e obstáculos enfrentados no acesso a direitos fundamentais. E tem pautado os poderes públicos brasileiro para a necessidade do fortalecimento das capacidades dos agentes públicos para interpretação dos direitos e adequação dos serviços relacionados ao atendimento dessa parcela da população brasileira.

A Secretaria de Gestão Estratégia e Participativa do Ministério da Saúde (SGEP/MS) lançou no dia 10 de novembro de 2016, a cartilha Subsídiospara o Cuidado à Saúde do Povo Cigano, elaborada pelo Departamento de Apoio à Gestão Participativa (DAGEP) da SGEP/MS, em parceria com a Associação Internacional Maylê Sara Kalí (AMSK), na geração de conhecimento ao conjunto dos trabalhadores da saúde para o desenvolvimento de ações afirmativas de Políticas de Promoção da Equidade em Saúde ao respeito a população Rom como sujeitos de direitos.

O Cadastro Único para Programas Sociais do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) que reúne informações socioeconômicas da família cigana de baixa renda – aquelas com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, evidencia que a busca ativa tem sido atuante, observada pela comparação do cadastro total de 1.140 em dezembro/2012, e de 4.907 em dezembro/2016, com maior concentração nos estados da Bahia, Minas Gerais e Goiás.

A Associação Internacional Maylê Sara Kalí – AMSK/Brasil tem atuado na mediação entre a população Rom e os agentes públicos para contribuir na melhoria do atendimento nos serviços ofertados e direitos mais adequados ao efetivo diálogo entre culturas distintas. E neste dia 24 de maio de 2017, Dia Nacional do Povo Rom, a AMSK/Brasil reafirma sua luta pela consolidação de uma democracia plena, respaldada nos valores e tradições de forma a contribuir e efetivar as políticas públicas nos serviços públicos ofertados no país.



Saiba mais sobre a data de celebração e luta do Povo Rom: 24 de maio, Dia Nacional do Povo Cigano.




segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

AMSK/Brasil - O BLOG: RESOLUÇÃO Nº 181 DO CONANDA SOBRE OS DIREITOS DAS ...

AMSK/Brasil - O BLOG: RESOLUÇÃO Nº 181 DO CONANDA SOBRE OS DIREITOS DAS ...: A AMSK/Brasil realiza uma série de ações no Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) para visibilizar as qu...





A AMSK/Brasil realiza uma série de ações no Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) para visibilizar as questões afetas aos direitos humanos das crianças e adolescentes esquecidas pelos agentes públicos, dentre elas as pertencentes a Povos e Comunidades Tradicionais.



disponível em https://www.blogger.com/blog-this.g?u=http://amskblog.blogspot.com/2017/

AMSK/Brasil - O BLOG: DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCA...

AMSK/Brasil - O BLOG: DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCA...: Os horrores promovidos pelo regime nazista, agravados durante o período da II Guerra Mundial, adquiriram grande visibilidade nas últi...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Esma Redzepova - das maiores Cantoras Romas do Mundo de todos os tempos .

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Esma Redzepova - das maiores Cantoras Romas do 
Mundo de todos os tempos .
..
A mais importante cantora Roma, morreu esta manhã na 
idade de 73 anos 
Nascimento: 8 de agosto de 1943, Escópia, República da Macedônia
Falecimento: 11 de dezembro de 2016
..
pela sua dedicação humanitária para seus irmãos romas ,
ela foi apelidada de rainha dos ciganos .
começou a cantar na década de 1950,ainda adolescente ,
seu estilo musical é cigana da Macedônia ,
Em 2010, ela foi citada entre as 50 grandes maiores vozes
do mundo pela NPR, famosa organização de mídia norte .
americana .
Em 2010, ela foi premiada com a Ordem do Mérito da ..
Macedônia .
Foi intitulada Artista Nacional da República da Macedônia ,
em 2013 pelo Presidente macedônio, Gjorgje Ivanov.
..
arnaldo reisdec

Dísponível em
https://www.facebook.com/Rromadobrazilcomunidade.com.br

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Evento Cultural da ACADEMIA DE LETRAS, ARTE E CIÊNCIAS DE GUARAPUAVA - PR

Palestra e Apresentação do Livro: Ciganos Realidade e Anseios uma Proposta Pedagógica para Crianças e Adolescentes das Etnias Ciganas, autora Profª. Pedagoga Gilce Francisca Primak Niquetti, no Evento Cultural da Academia de Letras, Artes e Ciências de Guarapuava e Instituto Histórico de Guarapuava, situado na Rua Senador Pinheiro Machado,1827, Centro, realizado no dia 08/08/2016, ás 17:00hs.
Guarapuava- Paraná

 Exposição de fotos,material bibliográfico e obra de arte
sobre a Cultura Romani 
 Certificado da Academia de Letras, Artes e Ciências de
 Guarapuava entregue pela 
Escritora e Historiadora Áurea Domingues da Luz
Foto acervo pessoal: esquerda
Pesquisadora Gilce F. Primak Niquetti

Foto acervo pessoal :Esquerda Artista Plástica 
Jeanethe Sonia de Meira, com a tela Família Calon e
pesquisadora Prof.ª Gilce Primak Niquetti
Autógrafo do Livro para Historiadores e membros da Academia, e convidados
na foto Escritora e Historiadora Gracita Gruber Marcondes que desde 1950 vem pesquisando a História de Guarapuava com várias obras publicadas. membro do patrimônio Histórico da Preservação da Memória de Guarapuava, e uma da fundadoras da Academia de Letras, Artes e Ciências de Guarapuava.
Livro: Ciganos Realidade e Anseios uma Proposta Pedagógica para Crianças e Adolescentes das Etnias Ciganas, uma obra singular - a primeira que trata da educação escolar do povo romani (ciganos) do Paraná, que descreve a pesquisa etnográfica com o grupo Horarranê, na cidade de Guarapuava – PR com o objetivo de valorizar a Cultura Cigana, pela necessidade de elaborar propostas para promover a alfabetização, visibilização e valorização da identidade dos povos Romani (ciganos) e reconhecer a diversidade das comunidades itinerantes e vulnerabilidade social. Autora Prof.ª Gilce F. Primak Niquetti

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Comunidade cigana brasileira sofre com preconceitos e restrição de direitos, diz relatora da ONU

Comunidade cigana brasileira sofre com preconceitos e restrição de direitos, diz relatora da ONU

 
Especialista independente da ONU para minorias detalhou situação de violação aos direitos humanos das comunidades ciganas tanto do Brasil como de outros países das Américas.
Comunidades ciganas sofrem com discriminação e falta de acesso a serviços como educação e saúde nas Américas. Foto: EBC.
Comunidades ciganas sofrem com discriminação e falta de acesso a serviços como educação e saúde nas Américas. Foto: EBC.
A comunidade cigana soma cerca de 500 mil pessoas no Brasil, segundo estimativas. Apesar de numerosa, ela é “invisível” para as autoridades brasileiras, sofrendo com o baixo acesso a educação, saúde e participação política e sendo alvo frequente criminalização devido à propagação de estereótipos e preconceitos, inclusive por parte da mídia.
A conclusão é de documento divulgado este mês pela relatora especial das Nações Unidas para minorias, Rita Izsák, com base em um evento realizado no ano passado em Brasília sobre a situação dos ciganos nas Américas, que contou com a participação de representantes de comunidades ciganas de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Equador e Peru.
O relatório usou o termo “cigano” para se referir a grupos heterogêneos, que vivem em diferentes países e sob diversas condições sociais, econômicas e culturais, mas unidos por raízes históricas e linguísticas comuns.
De acordo com o documento, as comunidades ciganas das Américas estão entre as mais discriminadas e marginalizadas social e economicamente, sendo politicamente subordinadas aos membros das sociedades em que vivem.
“Poucas políticas oficiais ou programas existem dedicados a promover e proteger os direitos dos ciganos na região”, disse o texto. “Mais do que isso, a identidade dos ciganos como um grupo distinto é frequentemente desconhecida ou mal interpretada.”

Ciganos no Brasil

As comunidades ciganas brasileiras alertaram à especialista da ONU sobre a falta de dados oficiais do governo federal em relação ao tamanho de suas populações no país, assim como sobre sua situação socioeconômica.
A estimativa é que existam cerca de 500 mil ciganos no Brasil, em 337 municípios de 21 Estados. Para obter dados mais precisos, o governo federal comprometeu-se a incluir essa comunidade como uma categoria demográfica separada no próximo censo de 2020.
Representantes de comunidades ciganas brasileiras disseram à especialista da ONU que esse prazo é, contudo, muito longo, sendo necessário criar mais rapidamente políticas públicas para combater a disseminação de estereótipos negativos sobre essas populações.
“Esses estereótipos são frequentemente perpetuados pela mídia, por meio da reprodução de imagens e representações de ciganos ‘sujos, trapaceiros e imorais’”, disse a relatora no documento. “Esses estereótipos também contribuem para a criminalização das comunidades ciganas, incluindo discriminação para acesso a espaços públicos.”
Os representantes das comunidades também citaram o difícil acesso às escolas, afirmando que muitas delas vetam a matrícula de alunos ciganos. Mencionaram ainda a presença de conteúdo preconceituoso em livros escolares, que ainda incluem descrições pejorativas dessas comunidades.
Outra questão abordada foi a dificuldade para ciganos obterem documentos de identidade válidos, o que acaba minando seu acesso a serviços de saúde e programas de vacinação.
“No Brasil, as famílias de ciganos estão frequentemente em situação de extrema pobreza, sem acesso a eletricidade, água potável e saneamento básico adequado”, disse a especialista da ONU no documento.

Situação nas Américas

O cenário para as comunidades ciganas em outros países das Américas não é muito diferente do encontrado no Brasil, mostrou o relatório.
Segundo o documento, as comunidades ciganas da Argentina relataram sofrer com atitudes discriminatórias generalizadas no país, além de abuso policial e violência nas situações de despejo dos acampamentos em que vivem.
Na Argentina, a população cigana soma cerca de 300 mil pessoas, sendo a segunda maior entre os países analisados depois do Brasil. No país vizinho, estima-se que apenas 5% dos ciganos mantenha estilo de vida nômade, já que a cultura das migrações nessa comunidade acabou nos anos 1950, após proibição do presidente Juan Perón.
No Chile, a comunidade soma 50 mil pessoas, também de acordo com estimativas, já que não há dados oficiais para confirmar esse número. Os ciganos normalmente vivem em pequenos acampamentos de 20 a 100 pessoas naquele país.
No Peru, existem aproximadamente 5 mil ciganos, sendo muitos deles descendentes de europeus que migraram nos anos 1930 para fugir do nazismo na Europa. A população cigana no país está em expansão, uma vez que ciganos mexicanos tem se mudado para o Peru.

Recomendações

Para enfrentar o difícil cenário para essas populações nas Américas, a relatora das Nações Unidas recomendou que os países da região reconheçam os ciganos como uma minoria distinta, para que possam assim exercer plenamente seus direitos humanos.
“A coleta de dados sobre as populações ciganas na região é de suma importância para ajudar na criação de políticas públicas e para saber o número de ciganos vivendo nos países e sua situação socioeconômica”, disse.
A relatora recomendou que os Estados garantam que a história dessas populações seja ensinada nas escolas, e que qualquer referência discriminatória e estereotipada nos materiais escolares seja removida.
“A criação de leis anti-discriminação e medidas afirmativas são necessárias para endereçar a falta de acesso à educação, saúde, habitação, emprego, redução da pobreza, acesso à Justiça e assim por diante”, concluiu.
O relatório recomendou também um treinamento especial às forças policiais dos países das Américas para garantir os direitos das minorias ciganas, e que os Estados investiguem de forma apropriada quaisquer crimes contra indivíduos e comunidades, incluindo iniciativas de discriminação. Disponível em https://nacoesunidas.org/